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 AlOS
Cuidados com a pressão arterial

Leve uma vida saudável e previna a hipertensão de uma forma agradável.

A hipertensão ou pressão alta é uma doença silenciosa. Muitas vezes você pode não estar ciente, mas pode estar sofrendo com isso.

Para melhorar a qualidade de vida, saúde e afastar esse mal que atinge várias pessoas, vamos dar algumas dicas. O principal é ter uma qualidade de vida melhor, mudando o estilo de vida, não se preocupando com coisas fúteis, ter momentos de prazer e relaxamento, evitar o sedentarismo praticando uma atividade esportiva com acompanhamento de um profissional, evitar o uso de sal exagerado, procurar uma dieta rica com baixo teor de gordura, não fumar nem beber exageradamente, ter cuidado com a obesidade, evitar o stress e fazer uma terapia holística.

Dicas para evitar a hipertensão

1 - Mudar o estilo de vida - os remédios não resolvem sozinhos o problema da pressão. Primeiro, porque há situações em que os remédios reduzem a pressão, mas não conseguem fazê-la atingir o alvo ideal para seu caso, enquanto você não perder de peso, for inativo ou continuar fumando, por exemplo. Segundo, porque uma vida ativa e saudável além de diminuir a chance de desenvolver diabetes, de sofrer infarto ou derrame cerebral, poderá permitir que seu médico reduza as doses diárias de medicamento.

2 - O sal - é um mineral importante para o organismo e deve ser ingerido mesmo por quem sofre de pressão alta, mas é preciso cuidado, porque cerca de 60% das pessoas apresentam sensibilidade exagerada e respondem com aumento de pressão à presença de quantidades maiores de sal na dieta. São mais sensíveis os negros, as mulheres e homens com mais de 65 anos, os portadores de diabetes e aqueles que têm familiares sensíveis aos efeitos do sal.
É bom evitar os alimentos processados, pois são os mais ricos em sal; ler sempre o conteúdo de sal no expresso no rótulo dos alimentos processados e jamais acrescentar sal à comida depois de pronta.
O mais sensato é pedir uma orientação ao médico em relação a quantidade de sal que pode ser ingerida com segurança.

3 - Dieta rica - em frutas, vegetais, cereais integrais e em laticínios com baixo teor de gordura garantem a ingestão de pouco sódio, pouca gordura e quantidades mais altas de potássio, cálcio e magnésio, nutrientes necessários à redução da pressão.
Ao cozinhar use pouco sal, óleo ou gordura: dê preferência às ervas e a outros temperos.

4 - O efeito do café - na pressão arterial está mal definido. Enquanto algumas pesquisas mostram que doses altas da cafeína provocam aumento de pressão, outras sugerem que consumidores habituais desenvolvem tolerância a ela, e se tornam imunes a seus efeitos;

5 - O estresse - pode aumentar a pressão temporariamente e agravar quadros de hipertensão. Modificações do estilo de vida, aumento da atividade física, técnicas de relaxamento e de psicoterapia podem ajudar.

Fatores evitáveis:

1 - Vida sedentária: mulheres e homens inativos apresentam batimentos cardíacos mais acelerados para o sangue vencer a resistência das artérias, que a falta de atividade física tornou endurecidas. Além disso, a vida sedentária acha-se ligada à obesidade, causa importante da doença.

2 - Obesidade: Quanto maior a massa corpórea, maior a freqüência cardíaca e mais esforço o coração deve executar para que o sangue chegue aos tecidos. Além disso, o excesso de gordura aumenta os níveis de insulina no sangue, o que provoca retenção de sódio e de água. O aumento do volume líquido circulante faz a pressão subir no interior do sistema.
O tipo de distribuição de gordura no corpo guarda relação com a hipertensão. Quando a gordura está acumulada principalmente no abdômen (corpo em forma de maçã), o risco de hipertensão é mais elevado. Quando se acumula na parte inferior (bacia, cadeiras e coxas – corpo em forma de pêra), o risco é menor.

3 - Síndrome metabólica (ou síndrome X): Essa síndrome é caracterizada por um conjunto de condições associadas, que incluem: obesidade, diabetes tipo 2, alterações nos níveis de triglicérides/colesterol, pressão arterial elevada e risco aumentado de ataque cardíaco.

4 - Fumo: A nicotina provoca contração temporária dos vasos (vasoconstrição) e aumenta a freqüência dos batimentos cardíacos. O monóxido de carbono da fumaça se acumula no sangue e desloca o oxigênio dos glóbulos vermelhos, fazendo o coração bater com mais força para compensar a falta de oxigenação. Com o passar dos anos, substâncias tóxicas existentes no fumo lesam as paredes internas das artérias, facilitando o acúmulo de placas de aterosclerose.

5 - Sensibilidade ao sódio: O cloreto de sódio (sal de cozinha) é indispensável para o organismo. Para cada 9 gramas de sal ingerido, o corpo retém em média 1 litro de água. Organismos que acumulam sódio com mais facilidade retêm líquido em excesso e podem apresentar tendência à hipertensão. Cerca de 60% dos hipertensos apresentam sensibilidade ao sal, característica que se torna mais evidente com a idade.

6 - Potássio baixo: Potássio é importante para manter em equilíbrio a quantidade de sal e água que os rins excretam. Quando a dieta é pobre em potássio, os rins não conseguem eliminar sódio com eficiência. O excesso de sódio no organismo retém água e aumenta a pressão arterial.

7 - Álcool em excesso: Álcool em pequena quantidade não afeta significativamente a pressão; seu efeito relaxante pode eventualmente reduzi-la. Enquanto um ou dois drinques (1 drinque = uma taça de vinho = 1 lata de cerveja = 50 mL de destilados) por dia podem ser tomados com segurança, os estudos deixam claro que o consumo diário de três ou mais  praticamente dobra o risco de hipertensão. E mais, o excesso de álcool pode lesar o coração, além do fígado e outros órgãos.

8 - Estresse: O estresse geralmente causa aumento temporário da pressão, mas, quando se torna persistente, esses picos hipertensivos podem lesar artérias, rins e o próprio coração.

Fatores não evitáveis:

São inevitáveis porque nada pode ser feito para modificá-los:

1 - História familiar: se um de seus pais tem hipertensão, você tem 25% de probabilidade de desenvolvê-la no decorrer da vida. Quando pai e mãe são hipertensos, essa probabilidade sobe para 60%.

2 - Idade: embora possa instalar-se em qualquer idade, o diagnóstico costuma ser feito ao redor dos 35 anos. Ao atingir 50 anos, porém, metade da população sofre de pressão alta; daí em diante a incidência cresce sem parar.

3 - Sexo: entre as pessoas de meia idade, os homens são mais propensos à hipertensão. No entanto, depois dos 55 anos quando as mulheres atingem a menopausa a relação se inverte, e a doença se torna mais prevalente no sexo feminino.

4 - Etnia: hipertensão é mais comum em negros do que em brancos. Nos negros, a doença costuma surgir em idade mais precoce, tende a ser mais pronunciada e a progredir mais rapidamente.

 

 

 

 

 

 

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TERAPIAS COMPLEMENTARES AO TRATAMENTO

ACUPUNTURA NA HIPERTENSÃO

A acupuntura tem ação efetiva no tratamento da hipertensão, não apenas resolvendo os sintomas associados, mas equilibrando a pressão arterial nos patamares da normalidade.

O tratamento pode ser feito com agulhas, no método tradicional, ou sem agulhas, usando raios laser.

Logo nas primeiras sessões, o paciente experimenta a sensação de bem estar, resultante da diminuição da pressão. O que pode ser comprovado medindo-se a pressão antes e após a sessão de acupuntura.

O paciente fica feliz em notar que sua pressão melhorou apenas com os vinte minutos da sessão de acupuntura, porém é necessário dizer que a pressão subirá no dia seguinte ou, em alguns casos, no mesmo dia. Isto ocorre apenas no início do tratamento, pois na continuidade, a pressão ideal se conservará por mais tempo, até alcançar o valor ideal e ficar nesse nível.

O tratamento consiste em duas sessões por semana por tempo indeterminado.
Esta duração do tratamento dependerá de cada paciente: alguns precisam de dois meses de tratamento, outros de cinco meses e outros de muito mais tempo. Esta diferença deve-se a individualidade pessoal e de quanto tempo o paciente está com a doença.

Comprovação científica da eficácia da acupuntura

Existe comprovação científica da eficácia da acupuntura como calmante, muito útil no combate a hipertensão.

Existe uma comprovação científica feita no Brasil, na UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), pelo médico veterinário, Dr. Eduardo Cole.

O experimento mostrou que acupuntura chega a ter 72% do efeito calmante do benzodiazepínico (valium e lexotan).

Dados científicos sobre a efetividade da acupuntura na hipertensão

De acordo com o "Journal of Traditional Chinese Medicine, 1983 foram observados 60 casos de hipertensão tratados com acupuntura
Após o término do tratamento, apenas 1 paciente não obteve melhora e 59 pacientes  tiveram redução da pressão e melhora dos sintomas, ou seja, a taxa de efetividade foi de 98% no tratamento da hipertensão arterial com acupuntura.

MASSAGEM AJUDA REDUZIR PRESSÃO ALTA

Adultos hipertensos que receberam sessões de massagens duas vezes por semana sentiram menos depressão e hostilidade e mostraram uma redução nos níveis de hormônios do stress, de acordo com um recente estudo.

O estudo entitulado "Pressão alta e sintomas associados foram reduzidos com massagem terapeutica" foi completado em maio de 1999 e foi conduzido em conjunto com o Touch Research Institute, the University of Miami School of Medicine e Nova Southeastern University na Flórida.

Trinta adultos com hipertensão controlada (pelo menos nos últimos 6 meses) foram aleatoriamente escolhidos para fazer parte do grupo de  terapia de massagem ou  do grupo de relaxamento progressivo.

Ás pessoas do grupo da massagem foram dadas sessões de 30 minutos de massagem, 2 vezes por semana no período da tarde ou no início da noite durante 5 semanas. As massagens foramrealizadas de forma rotativa por vários terapeutas.

Com a pessoa na posição supino(de costas), o terapeuta deveria massagear a cabeça e o pescoço, braços, dorso e pernas com movimentos de fricção, amassamento pressão e alongamento.  Com a pessoa deitada de barriga para baixo, o terapeuta deveria massagear a parte de trás das pernas e então massagear as costas.

Os participantes do grupo de relaxamento progressivo receberam instruções completas de como se auto-exercitarem, duas vezes por semana em sessões de 30 minutos durante 5 semanas. Os pesquisadores instruíram os participantes a somente realizar suas sessões no período da tarde ou início da noite nos dias designados, para garantir a compatibilidade com a agenda feita para o grupo da massagem.

As sessões de relaxamento começaram com os participantes respirando profundamente por alguns minutos enquanto estivessem na posição de costas como as mãos estendidas ao longo do corpo.

Em seguida eles seguiram as instruções para contrair e então relaxar diferentes músculos, começando a partir dos pés até a cabeça. Os grupos de músculos incluídos neste trabalho foram os dos pés, barriga-da-perna, mãos, braços, costas e face As avaliações pré e pós-tratamento incluíram: histórico do estado de ansiedade para avaliar emoções atuais; uma amostra da saliva para medir os níveis de hormônio do estresse (cortisol); medida da pressão sanguínea sistólica e diastólica; questionário do Centro para Estudos Epidemiológicos da Escala de Depressão para avaliar o nível de sintomas depressivos; “Checklist de Sintomas” chamado SCL-90R  que é um auto-relatório do histórico de sintomas de depressão, ansiedade e hostilidade; e a análise da urina na busca de aminas biologicamente ativas  (composto químico)  que afetam os sistemas nervosos e cardiovascular e a medida do nível de cortisol (hormônio do estresse).

RESULTADOS: Os resultados mostraram que enquanto ambos os grupos tiveram redução dos níveis de ansiedade e dos níveis de depressão, apenas o grupo que recebeu a terapia da massagem mostrou diminuição na pressão sangüínea diastólica e sistólica; redução dos níveis de hormônio do estresse (cortisol) tanto na urina quanto na saliva; menor pontuação para depressão, ansiedade e hostilidade.

Pesquisadores sugeriram que estudos futuros sejam realizados por períodos mais longos e examinem os efeitos da massagem sobre indivíduos que têm altos níveis de estresse.
“Períodos mais longos de acompanhamento também poderiam ajudar a determinar se os resultados refletiram os efeitos que encontramos na pesquisa atual ou se os resultados  persistiram além dos sessões de tratamento.” – escreveram os pesquisadores - “Se a terapia de massagem pode efetivamente reduzir os sintomas associados a hipertensão então ela provavelmente reduz o risco de problemas tais como ataques do coração e derrames cerebrais”.

Para os hipertensos, mesmo que tomem medicação para controle da P.A ., é valido lembrar que massagens na região occipital e na cabeça como um todo, devem ser evitadas. O cliente mesmo deitado (maca) ou sentado (cadeira de quick massage) pode apresentar sintomas que indiquem que sua pressão arterial está elevado; contudo nem sempre ela dá sinal de que está elevada.

O ideal é sempre perguntar para a pessoa que receberá a massagem, se ela é hipertensa ou não; até mesmo se a P.A. for baixa, é bom perguntar, pois o indivíduo também pode desmaiar.